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Matéria 8319, publicada em 08/05/2009.


:Bruno Isidoro

Espetáculo utilizava bonecos de luva

Ajote lotada para ver O menino maluquinho

Carolinne Sagaz


Cada vez que a peteca era jogada para cima e ficava visível por trás da cortina, as crianças gritavam. Algumas ficavam em pé e erguiam os braços; outras assistiam ao sobe e desce de boca aberta. Mas a euforia da platéia que acompanhava o teatro de bonecos chegou ao ápice quando, finalmente, o Menino Maluquinho apareceu. À medida que as esquetes eram apresentadas, a Companhia Andantes, de Itajaí, arrancava gargalhadas e olhares ansiosos das crianças que encheram o palco externo da Ajote, na tarde de quinta-feira, dia 7. Enquanto o boneco protagonista andava de skate, atirava um aviãozinho de papel ou brincava no fundo do mar, a trilha sonora, que lembrava canções de ninar, contribuía para aumentar o clima de sutileza e encanto da peça. O espetáculo O menino maluquinho, com direção e roteiro de Marcelo de Souza, utilizava técnicas de vara e silhueta para compor os objetos que interagiam com os bonecos de luva.

A peça, baseada no personagem de Ziraldo, tinha duração de 35 minutos e foi apresentada duas vezes na tarde de quinta-feira: às 14 e às 16 horas. A maior parte da platéia era formada por crianças de escolas públicas, com faixa etária entre 6 e 10 anos. A supervisora de ensino da Escola Municipal Padre Valente Simioni, Cláudia Zimmermann, levou os alunos da 1ª, 2ª e 3ª séries ao espetáculo. Ela ressaltou a importância de estimular as crianças a frequentarem o teatro “para despertar o gosto pela leitura e o interesse pela cultura”.

Jô Fornari, além de fundadora da Companhia Andante, manipula os personagens da peça e, juntamente com Marcelo, confecciona os bonecos. A companhia existe desde 2005 e é especializada em pesquisas sobre animação teatral e contação de histórias. Nos espetáculos são utilizados bonecos de luva, bonecos gigantes ou miniatura (lambe-lambe).

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