Revi Bom Jesus/Ielusc

>>  Joinville - Sexta-feira, 19 de julho de 2024 - 08h07min   <<


chamadas

Matéria 9526, publicada em 14/04/2010.


:Emanoele Girardi

Alcides Buss falou à plateia em substituição a Bia Hetzel

Leitura e escrita: dois prazeres da vida

Emanoele Girardi



A palestra com o tema “O prazer de ler” foi uma das atividades que marcou a terça-feira (13 de abril), sexto dia da Feira do Livro de Joinville. A escritora convidada Bia Hetzel deveria conduzir a palestra durante a manhã, mas não conseguiu chegar a tempo do Rio de Janeiro. Entretanto, o assunto não foi esquecido e quem a substituiu foi o escritor e poeta catarinense Alcides Buss, até então escalado pela organização para ser o moderador. O evento contou com a presença de alunos das escolas municipais de Joinville e jardins de infância, além de professores e outros visitantes da feira.

Alcides Buss revelou à plateia que demorou muito para ter contato com os livros mas, quando leu o primeiro, apaixonou-se. O poeta disse que quem não gosta de ler é porque ainda não achou o livro certo, e ressaltou a importância da leitura. “O livro é sempre um grande companheiro na vida”, resumiu. A conversa em clima informal e sutil instigou as crianças a perguntar e tirar dúvidas.

Lançado em Joinville, Círculo quadrado foi o primeiro livro de Buss, publicado em 1970. Hoje, o poeta é autor de mais de 20 títulos, tendo lançado o último, Saber não saber, em 2009. Saber não saber é um livro voltado para o público juvenil. Antes de publicá-lo, Buss distribuiu cópias para pessoas de diferentes faixas etárias e recebeu boas críticas. Para ele, é muito importante que o livro seja bonito, tornando a leitura mais prazerosa.

Quanto à profissão das letras, Buss disse em entrevista à Revi que as maiores dificuldades de um escritor iniciante ainda são publicar seu trabalho, divulgá-lo e colocá-lo nas livrarias. O poeta salientou que o primeiro passo para ser um escritor é ser um leitor e adquirir bagagem; depois, o ideal é praticar a escrita. Além disso, ele explicou que quando alguém lê, é algo que se faz para si, mas quando se escreve, faz-se isso para os outros. “O escritor deve pôr na cabeça que nem tudo será publicado, mas será aprendizado. O ideal é guardar na gaveta, aprender e publicar só o melhor: os leitores merecem o melhor”, lembrou.

800x600. ©2005 Agência Experimental de Jornalismo/Revi & Secord/Rede Bonja.