Revi Bom Jesus/Ielusc

>>  Joinville - Domingo, 05 de dezembro de 2021 - 09h12min   <<


chamadas

Matéria 3984, publicada em 29/03/2007.


:Ângelo Ribeiro

Irene Machado discursou sobre conceitos fundamentais da semiótica

Palestra sobre semiótica marca o evento

Eva Croll

Já passava das 19h e o anfiteatro encontrava-se parcialmente lotado. Acadêmicos e professores de comunicação social do Bom Jesus/Ielusc estavam a postos para ouvir a palestra da convidada da noite, a professora de semiótica Irene Machado, da Escola de Comunicação e Artes da USP. Antes que o tema “Invisibilidade na comunicação” ganhasse voz, o coordenador do Necom, Silnei Soares, lançou oficialmente a sétima edição da revista Rastros, principal motivo da reunião.

Por volta das 19h30 o microfone foi entregue à semioticista, que teve como missão apresentar o tema transversal do semestre — invisibilidade — ao público de cerca de 130 pessoas. Primeiramente, Irene revelou-se impressionada com os projetos de extensão existentes na faculdade: “São excepcionalidades”. Para os acadêmicos que cursam ou já cursaram matérias como teorias da comunicação e semiótica, os argumentos da palestrante trouxeram à tona idéias vistas em sala de aula. Os conceitos de “visualidade” e “visibilidade” foram contrapostos e associados diretamente com o tema. Para a melhor compreensão, o primeiro foi apresentado como ato de “ver com os olhos”, enquanto o segundo como uma espécie de “visão pela mente”― palavras-chave para os futuros profissionais de mídia, que estarão constantemente em contato com signos nem sempre explícitos, e que precisarão ser percebidos e interpretados.

Imagens como a foto de um cruzamento em São Paulo, captada pelo fotógrafo Cristiano Mascaro do alto de um prédio, e de uma obra de arte — “Monumento à cultura” — fixada em Brasília pelo artista Bruno di Giorgio foram exibidas por meio de slides. O objetivo era a percepção da cadeia de signos que as circundavam. Segundo Irene, tanto a leitura quanto a produção de uma imagem geram conhecimento. Ao fim da apresentação, a semioticista enquadrou todos os conceitos vistos até então como “pequenas hipóteses de um raciocínio”. Eram 20h40 quando a discussão foi aberta à platéia, na qual havia mais cadeiras vazias do que ocupadas.

De início, o microfone passou apenas pela mão de professores. Até que, meia hora depois, a manifestação de um estudante de jornalismo quebrou o silêncio do auditório. Respondidos os questionamentos, a pilha de revistas Rastros foi diminuindo à medida em que o professor Juciano Lacerda entregava um exemplar a cada espectador que deixava a sala.

Clique nos links abaixo para ler as resenhas produzidas pelos bolsistas da Revi.

Os caminhos do estudo na Web
As migrações contemporâneas através da mídia
Estratégias de busca na Web
Atualização de portais regionais

800x600. ©2005 Agência Experimental de Jornalismo/Revi & Secord/Rede Bonja.