Revi Bom Jesus/Ielusc

>>  Joinville - Sexta-feira, 19 de julho de 2024 - 08h07min   <<


chamadas

Matéria 8148, publicada em 06/04/2009.


:Marcio da Rocha

Cunha durante divulgação de suas obras

Poetas foram destaques da feira no sábado

Marcio da Rocha


Quem esteve na Feira do Livro no sábado à tarde, às 15 horas, surpreendeu-se ao deparar com dois poetas recitando seus poemas em meio aos frequentadores do evento. Um deles era Rubens da Cunha que também é cronista do jornal A Notícia, de Joinville. Rubens divulgou suas obras lançadas em 2008 na caixa de poemas intitulada Vertebrais, projeto aprovado pelo edital de apoio às artes da Fundação Cultural de Joinville. Às 16 horas, no auditório da feira, Alcione Araújo falou sobre a dramaturgia brasileira para alunos, atores e admiradores de teatro.

Professor de língua portuguesa, Rubens admite que a sua arte é mais um “bico”. “Infelizmente não tenho como me sustentar com meus poemas”, admite. Em relação às suas crônicas, publicadas em AN às quartas-feiras, o poeta informa que recebe R$ 200,00 mensais. “Comecei em fevereiro de 2004, após indicação de uma amiga”. Essas crônicas renderam em 2007 um livro chamado Aço e Nada, que tem quatro capítulos temáticos. Além de Aço e Nada e Vertebrais, Rubens também assina o livro de poemas em prosa Casa de Paragens, lançado pela editora UFSC em 2006.

Juntamente com a poeta e professora do curso de História da Universidade da Região de Joinville (Univille) Dúnia de Freitas, Rubens integrou o grupo de poetas joinvilenses Zaragata. “Atualmente o grupo só existe como ideia e não mais como prática”, explica Rubens. Cursando mestrado em literatura na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), os novos projetos literários de Rubens serão elaborados somente após a conclusão dos estudos. “Agora estou sem tempo”, argumenta.

Dramaturgia

No auditório da feira, às 16 horas, Alcione Araújo, filósofo, romancista, roteirista de cinema e TV e dramaturgo, foi convidado para falar sobre dramaturgia. Entre suas obras, destacam-se os três volumes do Teatro de Alcione de Araújo – Simulções do Naufrágio, Visões do Abismo e Metamorfose do Pássaro, publicado pela editora Civilização Brasileira. Entre outros convidados no bate-papo como Silvestre Ferreira, presidente da Fundação Cultural de Joinville, e Cristóvão Petry, produtor e pesquisador cultural, Alcione falou sobre as dificuldades de tornar o teatro acessível no Brasil. “No Rio de Janeiro, por exemplo, a classe alta frequenta o teatro mais como status. Eles estão mais preocupados em onde jantar após a apresentação da peça do que com o tema proposto pelo espetáculo”. Alcione criticou a má distribuição do dinheiro público para a promoção de arte. “Aqui no Brasil se gasta mais dinheiro com penitenciárias do que com escolas e casas de espetáculos", compara.

Cristóvão Petry apresentou o livro Os Palhaços, lançado em 2008 e organizado por ele. O livro republica o texto teatral escrito em 1968 por Miraci Dereti e que foi censurado pelo governo militar. “Tudo porque em determinada parte da peça o congresso nacional é comparado a um circo”, esclarece Cristóvão. Silvestre Ferreira, junto com Clarice Steil Siewert e Andréia Malena Rocha, integrantes do grupo teatral Dionisos Teatro, comentaram sobre o lançamento do livro Da Cena ao Texto - Dramaturgia da Dionisos Teatro, que dá detalhes sobre o processo de criação do grupo.

Para segunda-feira, estaria prevista a realização do “Espaço do vestibulando”, onde o professor Pablo Pereira daria uma micro-aula show às 19 horas. No auditório, às 19h30, a pedagoga especialista em psicodrama pedagógico e psicopedagogia Isabel Parolin ministraria uma palestra para professores.

800x600. ©2005 Agência Experimental de Jornalismo/Revi & Secord/Rede Bonja.