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Matéria 6383, publicada em 10/06/2008.


Manifesto


"No ideário de nosso sistema político e em suas divisões e poder e gestão, o âmbito municipalista é elevado e enaltecido sob o entendimento de que é no município que ocorre a vida real. Para estar próximo dessa realidade, atender demandas sociais e eleitorais a vereança se estabelece como a representação mais próxima do povo. É na vereança que atuam os eleitos para a representação da cidadania nas causas que mais diretamente atuam sobre os cidadãos.

No entanto, cada vez mais, essa proximidade se desfaz a partir da ausência, distância e indiferença que o Poder Legislativo municipal estabelece com sua população.

Estes 36,24% repudiados pela população não representam apenas um aumento substancial em folhas de pagamento, mas toda essa indiferença com grande parte do povo que recebe 15 vezes menos, tendo que sobreviver com o salário mínimo. Fazer essa diferença aumentar para 20 vezes, é também afrontar os companheiros de trabalho, os funcionários públicos municipais, que receberão um aumento quatro vezes menor e dividido em irrisórias parcelas de 2%.

Este aumento fará com que novos servidores públicos eleitos no próximo pleito iniciem seus trabalhos ganhando o dobro de um médico que ingressa no serviço público municipal e ainda coloca seus vencimentos apenas 100 reais abaixo do maior cargo da nação, o de presidente da República.

Os vereadores, cidadãos eleitos para cuidar da liberdade, segurança, paz e bem-estar dos munícipes, parecem estar cada vez mais preocupados com o benefício próprio quando arrastam, por meses, matérias e votações que dignificam a vida na cidade e votam sem pestanejar, pedir vistas, analisar ou consultar a população, assuntos que lhes beneficiam diretamente.

O corrente ano comemora os 40 anos em que população brasileira reivindicou seus direitos. Reivindicou um governo em favor do povo e não contra ele. Naquele ano as ruas foram tomadas para resgatar a liberdade que hoje as urnas mantêm. Que essa liberdade não seja cerceada pela indiferença de nossos representantes, ao acreditar que essa Câmara é casa de apenas 18 indivíduos e não de 500 mil cidadãos."

Diretório Acadêmico Cruz e Souza, do curso de Comunicação Social do Bom Jesus/ Ielusc

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