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Matéria 1505, publicada em 13/10/2005.


:Divulgação

Equipamento de medição usado na estação da Univille

Você pode duvidar, mas a sociedade moderna não vive sem a meteorologia

Erivellto Amaranth


A previsão do tempo vai muito além de uma complexa ciência. Embora o uso dos computadores e as modernas tecnologias auxiliem esses profissionais, os equipamentos fazem apenas uma descrição aproximada da atmosfera. Na maioria das vezes, a arte e a experiência dos meteorologistas tornam-se fundamentais para uma maior exatidão nas previsões. Confiar ou não nessa ciência é muito relativo. O certo é que a meteorologia evoluiu muito nos últimos anos, mas ainda é impossível receber todos os dados necessários para uma previsão à prova de erros.

“Uma das frustrações dos meteorologistas é a falta de crédito por uma parte da população. Isto tem mudado nos últimos dez anos, porém ainda existem muitas pessoas que não confiam em previsões meteorológicas, mas acreditam em tarô e búzios”, indigna-se o geógrafo e responsável pela estação meteorológica da Univille, Alessandro Barbosa, 31 anos.

Os principais institutos do Brasil realizam previsões para três dias. No primeiro dia a margem de acerto é de 95%, perdendo 20% a cada dia. Em países como os Estados Unidos realizam-se previsões para até 18 dias, com acerto em média de 90%. Já o Centro Europeu de Previsão do Tempo em Médio Prazo afirma que a exatidão em suas previsões para cinco dias chega a 80%. “A necessidade fez com que estes países investissem pesado em equipamentos e profissionais qualificados”, explica Barbosa.

No mundo moderno a meteorologia tornou-se um grande aliado da população. Os agricultores usam a previsão do tempo para planejar o plantio e a colheita das safras, a tábua de marés auxilia o trabalho dos pescadores e muitos desastres naturais, como alagamentos e desmoronamentos de encostas, acabam evitando vítimas e perdas materiais quando são divulgados com antecedência pelos veículos de comunicação. Uma das entidades responsáveis pela proteção da vida humana em casos de alto risco, normalmente envolvendo desastres naturais, é a Defesa Civil.

“Em Joinville o maior problema são os alagamentos, devido ao estrangulamento de encostas, acúmulo de lixo e poluição em geral. Só na cidade existem 516 pontes e uma centena de rios e afluentes”, alerta o coordenador da Defesa Civil de Joinville, Jonatas André Schmalz. O aumento do nível de maré e os acidentes de trânsito também preocupam o órgão do município. Schmalz reconhece a importância da meteorologia em seu trabalho: “A previsão do tempo é fundamental para a emissão dos alertas à população em caso de graves alterações climáticas. Fazemos o monitoramento diário por meio dos dados do instituto Ciram de Florianópolis”.

Um bom exemplo da parceria entre o instituto de meteorologia Ciram/Epagre e a Defesa Civil Estadual aconteceu no final de março de 2004, quando passou pelo estado o furacão Catarina. “Na época, nosso centro, com base em informações passadas por centros de previsão dos Estados Unidos, já experientes em fenômenos naturais dessa proporção, tomaram a frente na situação e lançaram alertas já na manhã de sexta-feira (27/03/04). Em coordenação com a Defesa Civil esclarecemos a população sobre a realidade da situação, fazendo com que as embarcações pesqueiras retornassem aos portos e proporcinase a retirada da população das áreas de risco”, lembra a meteorologista da estação catarinense Marilene de Lima, 42 anos.

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