Revi Bom Jesus/Ielusc

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Matéria 9764, publicada em 07/06/2010.


:Caroline Vargas Caesar

Estudantes competiram durante três dias em nove modalidades

Delegação do Ielusc volta do Jucs com o 4º lugar

Eduardo Schmitz



Mesmo com pouco tempo de preparação e sem o apoio da instituição, a delegação de estudantes que representou o Bom Jesus/Ielusc nos Jogos Universitários de Comunicação Social (Jucs) em Porto União conseguiu o quarto lugar geral na competição. O destaque da delegação foi a equipe de futsal feminino, que recebeu medalha de ouro. Os ielusquianos também subiram ao pódio para receber os prêmios de segundo lugar no basquete masculino e terceiro lugar no xadrez e no tênis de mesa masculino. Após estas vitórias, o grupo já começa a se preparar para o Comunica Beach, com jogos de praia.

Esta não foi a primeira vez que turmas do Ielusc se organizam para participar de eventos, como aponta o estudante de Jornalismo Clayton Felipe Silveira. “Talvez seja a primeira vez que tenha ido um grupo tão heterogêneo e isso pode criar uma cultura de participação mais efetiva”, avalia. Na delegação estavam calouros e veteranos dos dois cursos de Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade e Propaganda).

A conquista da quarta colocação geral é motivo de orgulho para todo o grupo, por se tratar da primeira experiência na competição. Silveira destaca que esse bom resultado fez a instituição ganhar bastante respeito, pois ficou atrás apenas daquelas consideradas grande potências. A primeira colocação geral foi para a Pontíficia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), a segunda para a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a terceira para a Universidade Estadual de Londrina (UEL).

A organização e a mobilização para os estudantes participarem do Jucs foi feita pelo grupo de trabalho de Cultura, Eventos e Esporte do Diretório Acadêmico de Comunicação Social Cruz e Sousa (Dacs). Inicialmente, foi tentada uma parceria com a instituição, mas os custos de viagem e o material esportivo foram bancados pelos estudantes. “A princípio o Leandro (professor Leandro Otto Hofstatter) tentou nos ajudar, tomou partido dos uniformes, mas pelo tempo curto não deu certo e ajudou com os colchões”, afirma Bárbara Elice da Silva, participante da competição e membro do Dacs.

Se houvesse algum tipo de apoio, a proposta do diretório acadêmico era de fazer bandeiras, faixas e uniformes com o nome da faculdade, mas sem a consolidação da parceria a solução foi buscar alternativas. Os uniformes, por exemplo, foram emprestados de times de amigos dos estudantes, segundo Bárbara. Para evitar contratempos como este, o projeto é solidificar uma associação atlética dos estudantes e, nos próximos eventos, ter tudo organizado com mais antecedência. “O que for arrecadado de agora em diante será para construir e solidificar a atlética e patrocinar nossa ida para o Comunica Beach”, diz Bárbara. A principal preocupação para os jogos de praia são itens de vestuário e a torcida.

Silveira relata uma espécie de luta de classes entre as principais torcidas rivais. Enquanto uns torcedores se gabavam pelo ensino gratuito de qualidade que têm nas universidades públicas, alunos das escolas particulares se engrandeciam simplesmente por terem dinheiro. “Nessa briga toda, o que mais me impressionou foi o nível de imbecilidade a que o ser humano pode chegar, principalmente do lado dos ricos”, conta. Segundo o estudante, entre as diferentes demonstrações de falta de humanidade, a principal era o interesse de alguns apenas por brigar.

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