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Matéria 3384, publicada em 21/11/2006.


:Jouber Castro

"Noções de História das Literaturas", Manuel Bandeira

Desvendando o mistério das lombadas

Jouber Castro


Depois de toda a explicação sobre a origem do sistema utilizado pela biblioteca Castro Alves, agora vem a parte mais complicada: mostrar um exemplo de obra e dissecar, passo-a-passo, o que quer dizer cada código. O livro escolhido como exemplo é de Manuel Bandeira, e se chama “Noções de História das Literaturas”.


1 – O primeiro espaço da etiqueta é destinado para designar qual a modalidade de material. No caso do exemplar, as letras “LIV” indicam que se trata de um livro. DVDs, revistas, CD-ROMs e demais modalidades têm as suas siglas particulares.

2 – O número “809” corresponde à Classificação Decimal de Dewey, explicada no texto anterior. A classe 800 trata de literatura e retórica, sendo que até o 809 estão os livros que tratam da teoria do assunto, já que todas as outras divisões dessa classe têm obras literárias.

3 – A terceira linha das etiquetas possui as identificações específicas de cada obra. O “B” maiúsculo corresponde à primeira letra do sobrenome do autor, no caso, Bandeira.

4 – Essa é uma parte muito interessante da categorização dos livros. O número que vem entre as letras maiúscula e minúscula tem origem na tabela de Cutter-Sanborn, chamada popularmente (quer dizer, entre os bibliotecários) de tabela de Cutter. Ela define uma seqüência de números que designam sobrenomes. Quem fizer a classificação deve observar a tabela e encontrar nela qual o número que mais se aproxima do sobrenome do autor. Por exemplo: na tabela de Cutter não existe o sobrenome “Bandeira”. Porém, no número 214 da letra "B" pode-se encontrar a inicial “band”, que é a que mais se aproxima do sobrenome do escritor.

5 – A letra minúscula após os três números corresponde à primeira letra do nome do livro. No caso, “n” de “Noções de História das Literaturas”. A preferência dos bibliotecários é por tirar os artigos da frente do nome dos livros na hora de classificá-los.

Algumas obras contam ainda com uma quarta linha na etiqueta. Esta serve para designar qual é o exemplar, quando o acervo possui mais de um (ex. 1, ex. 2 etc), a edição (2 ed., 3 ed. etc) ou o volume da obra (vol. 2, vol. 3 etc).

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