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Matéria 0488, publicada em 24/10/2003.


Uma visão poética sobre a prática do plágio

Ligia Siniscalco

Bem cedo na escola/ por volta de 7 aninhos/ aprendem os menininhos/ ler, escrever, contar, mas... é preciso muito treinar.

Para treinar a escrita/ e deixar a letra bonita/ o jeito é copiar! E para mostrar que entendeu tudo aquilo que leu/ reescreve a história/ na sua linguagem simplória.

Alguns menininhos porém/ por preguiça ou por desdém/ preferem copiar dos coleguinhas/ o texto que não entendeu ou sequer leu.

Copiam , mas sempre mudam uma palavrinha aqui, outra acolá. E exibem o trabalho/ cheios de orgulho e vaidade/ como se o tivessem feito de verdade.

A mestra complacente/ perdoa o mau discente/ fingindo não perceber/ o mal que está a nascer.

Esse tipo de cópia na escola/ é conhecido como cola.

Adultos com o vício/ de colar desde o início/ continuam copiando textos, partituras, tudo que lhes cai pela frente numa atitude indecente.

E mudando uma palavrinha cá/ uma notinha acolá/ querendo a todos enganar/ ao seu nome assinar.

Neste estágio/ a cola maldita/ tem o nome de plágio.

Plágio representa inveja/ incompetência/ para fazer ciência, música, pintura ou diversas formas de literatura.

Plágio é um roubo diferente/ tira o que está dentro da gente. É um crime sem perdão/ e castigo não tem não.

Ligia Siniscalco é professora da FGV/SP.

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