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Matéria 8815, publicada em 01/09/2009.


:Divulgação

Dominique Wolton faz conferência inaugural

Sete professores do Ielusc participarão da Intercom 2009

Izani Mustafá *



O 32° Congresso da Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação deve reunir mais de quatro mil professores e alunos de diversos estados brasileiros, de 4 a 7 de setembro, no campus da Universidade Positivo, em Curitiba (PR). Durante os quatro dias de encontro, estudantes de todos os níveis, profissionais da comunicação graduados, mestres e doutores debaterão o tema “Comunicação, Educação e Cultura na Era Digital”. Sete professores dos cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda do Ielusc vão participar da Intercom 2009 apresentando artigos ou acompanhando os debates nos grupos e núcleos de pesquisas, palestras e outros eventos simultâneos como oficinas Intercom de divulgação científica e Expocom – Jornada da Pesquisa Experimental em Comunicação.

Entre os inscritos pagantes destacam-se 2.229 graduados, 66 especialistas, 309 mestres, 216 doutorandos e 461 doutores. Um dos organizadores da Intercom e professor da Universidade Positivo, Andre Tezza informou que boa parte dos participantes é de São Paulo, totalizando 802 pessoas. Em segundo lugar aparece o Paraná com 561 inscritos, seguido pelo Rio Grande do Sul com 487 e, em quarto lugar, Santa Catarina, com 199. A conferência inaugural do Congresso Intercom será na sexta-feira (4 de setembro), com o sociólogo e diretor do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França, Dominique Wolton, às 19 horas, no Grande Teatro Positivo. O fundador da revista Hérmes e autor de diversos livros é referência internacional na área de mídia e tem dedicado suas investigações ao campo que relaciona cultura, comunicação, sociedade e política.

O 9° Encontro dos Grupos de Pesquisa e Núcleos de Pesquisa Intercom estão divididos em 28 grupos. O professor de Produção e Difusão em TV do Ielusc, Ângelo Augusto Ribeiro, mestre e doutorando, vai apresentar o artigo A experiência do canal do Ministério Público/SC no YouTube: uma alternativa à radiodifusão para uma TV pública nascida da convergência no grupo Conteúdos Digitais e Convergências Tecnológicas. O trabalho descreve a utilização de um sistema emergente de comunicação – os portais de compartilhamento de vídeo – como alternativa a um sistema dominante – o sistema de radiodifusão, o chamado canal de televisão – para a publicação e distribuição de vídeos institucionais e educativos produzidos pelo Ministério Público de Santa Catarina.

Segundo Ribeiro, o Ministério Público de Santa Catarina foi o primeiro órgão do sistema de Justiça brasileiro – e, provavelmente, o primeiro órgão público brasileiro – a usar uma conta padrão do YouTube como uma canal de vídeos educativos em substituição à uma emissora de TV. O experimento faz parte da tese de doutorado em Engenharia e Gestão do Conhecimento na UFSC. Para Ribeiro, participar de um evento como a Intercom é muito importante tanto para quem assiste quanto para quem apresenta algum trabalho. “É uma forma de consolidar junto ao meio acadêmico e científico uma experiência que pode servir de modelo a outras instituições. Para um pesquisador, ter aprovado um artigo em um congresso como a Intercom é um reconhecimento científico às suas pesquisas”, completa o professor.

Troca de experiências

A coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda, professora Sônia Santos, vai participar do congresso como ouvinte e acompanhar a apresentação dos artigos nos grupos de trabalho de Relações Públicas e Comunicação Organizacional e Publicidade e Propaganda. Na opinião dela, “a troca de experiências em eventos dessa natureza, em termos de ensino, pesquisa e extensão, certamente é um valioso aprendizado”. Sônia também diz que o evento é uma maneira interessante para acompanhar o que está sendo pesquisado por outros colegas e universidades nas mais diversas modalidades comunicacionais. “É uma excelente oportunidade para submeter o próprio trabalho ao conhecimento e à avaliação da comunidade acadêmica", resume a mestre em Administração.

Lara de Lima, professora de Redação V no Ielusc e mestre em Engenharia de Produção – Mídia e Conhecimento (UFSC), estará no congresso da Intercom para assistir às apresentações de trabalhos dos grupos de pesquisa em Jornalismo e em Interfaces Comunicacionais – Comunicação e Educação. Como está pensando em seu doutorado, Lara afirma que estar neste encontro da comunicação é muito importante porque trata-se de um espaço onde se divulga e se discutem os temas que vêm sendo pesquisados em cada área. “Isso nos permite ter uma visão abrangente das pesquisas e, ao mesmo tempo, encontrar referências sobre assuntos nos quais queremos nos aprofundar”, completa.

O professor de Redação do Ielusc até final de julho e agora professor adjunto do Departamento de Sociologia e Ciência Política da UFSC, Jacques Mick, pretende acompanhar as apresentações das pesquisas realizadas pelos integrantes do GT de Teoria do Jornalismo. Graduado em Comunicação e mestre e doutor em Sociologia Política, ele também vai participar do 1° Seminário Nacional Sociologia e Política, que também será realizado em Curitiba. Segundo Mick, a Intercom “é um momento especial para atualizar informações sobre as pesquisas que estão sendo desenvolvidas no campo no país, para manter contato com os pesquisadores e constituir redes com eles”.

Núcleos de Pesquisa, Grupos de Trabalho

O professor de Estética, História da Arte e Semiótica dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, Gleber Pieniz, quer aproveitar ao máximo os eventos organizados dentro da Intercom. Na sexta-feira (4) ele está inscrito na oficina de Cinema 2.0 ou Cinema Open Source – As novas possibilidades de formulação estética, manipulação de conteúdos e da forma pelo público consumidor nos ambientes digitais. No dia seguinte, o mestre em História, teoria e crítica da arte (UFRGS) irá acompanhar as discussões sobre produção cultural e midiática em dinâmicas urbanas contemporâneas no núcleo de pesquisa Comunicação e Culturas Urbanas e, depois, sobre “Subjetividades, complexidade e construção social da realidade no jornalismo – As fronteiras entre informação e entretenimento no jornalismo”, no grupo de Teoria do Jornalismo. No domingo pela manhã, Pieniz acompanha o GP de Rádio e Mídia Sonora e, à tarde, o núcleo de pesquisa Produção Editorial sobre “Quadrinhos: edição, história, cultura e política”.

Gleber diz que teve a sorte de se inscrever em atividades que interessam diretamente ao conteúdo das disciplinas e aos temas das monografias que está orientando e que envolvem teoria do jornalismo, cinema, música e histórias em quadrinhos. Ele afirma que participar do congresso da Intercom é importante em dois aspectos: um deles “nos coloca em contato direto com o universo da produção acadêmica em pesquisa e permite que pesquisadores com os mesmos interesses se encontrem de maneira dinâmica para discutir”. O outro, salienta, são os debates que contribuem para atualizar conceitos e conteúdos que são trabalhados tanto em sala de aula, nas disciplinas, quanto nas orientações de monografia.

A professora de Rádio, TV e Cinema do curso de Publicidade e Propaganda, Ligia Zuculoto, irá participar do grupo de pesquisa de Rádio e Mídia Sonora e, na manhã de domingo, (6 de setembro) apresentará o artigo intitulado Memória Musical Publicitária: o jingle imprevisível. Ligia tem mestrado em Ciências da Linguagem pela Universidade do Sul de Santa Catarina e esteve no 7º Encontro Nacional de História da Mídia, organizado pela Rede Alcar (Associação Brasileira de Pesquisadores de História), realizado em Fortaleza (CE). A professora das disciplinas teóricas e práticas de Rádio do curso de Jornalismo, Izani Mustafá, está inscrita no mesmo GP de Lígia e, na manhã de sábado (5), irá expor o artigo O primeiro Alô! Alô! numa rádio em Joinville (SC) foi pronunciado por um alemão, em 1941, quando o Brasil estava sob o domínio do Estado Novo, um recorte da dissertação em História (Udesc), defendida em março de 2009. O trabalho descreve a formação da primeira emissora em Joinville, a Rádio Difusora AM (1480), na década de 1940, idealizada por Wolfgang Brosig, neto de um imigrante alemão.

Luiz Artur Ferraretto fala sobre o GT de Rádio e Mídia Sonora


* Izani Mustafá é professora das disciplinas teóricas e práticas de Rádio do curso de Jornalismo do Ielusc.

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