Revi Bom Jesus/Ielusc

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Matéria 7029, publicada em 17/09/2008.


Comunidade acadêmica comenta avaliação do MEC


A colocação do Ielusc no ranking do MEC, divulgado semana passada, repercutiu positivamente entre a comunidade acadêmica. A Revi ouviu alguns professores e alunos a respeito da avaliação.

Para os professores Gleber Pieniz e Viviane Pereira Santos, de Comunicação Social e Enfermagem, a colocação do Ielusc é excelente. Para Gleber, apesar do ranking não cobrir toda a realidade do mundo acadêmico, a avaliação é válida e positiva. O professor, que já lecionou em outras instituições privadas de Joinville, afirma que algumas delas têm prioridades determinadas pelo lucro, ao contrário do Ielusc. Para Viviane, os “déficits” de infra-estrutura que a faculdade tem não são diferentes de outras instituições. Segundo ela, o laboratório de Enfermagem ideal teria de ser como “um quarto hospitalar”.

Livia Maria Dondalski, do segundo período de Enfermagem, está no início da caminhada. A aluna observa que não adianta o curso ser de qualidade se os estudantes não se aplicam, e que apesar da didática dos professores ielusquianos, “50% da turma da segunda fase de Enfermagem é empenhada e o resto está aqui porque o pai paga”. Livia discorda da fala que teria sido atribuída a Fabiane Voss, também aluna de Enfermagem, em matéria publicada no jornal A Notícia, “Agora, é hora da lição de casa” (AN, 11/09/2008, p.18), em relação aos laboratórios. Para ela, eles são bons, apesar de nunca ter feito o curso em outra faculdade para poder comparar.

Segundo Thaize Piaz, da sexta fase de Publicidade, muitos reclamam da estrutura física do Ielusc. Entretanto, há muitos bons professores, embora apenas isso não seja o suficiente. Como Livia, ela crê que o bom desempenho do aluno depende de sua capacidade de aproveitar o que é passado pelos mestres. Além do mais, “a faculdade é só uma base, quero estudar muito ainda e não depender apenas da formação do Ielusc”, conta a estudante.

Leonel Camasão, que se formou em Jornalismo no dia dois de setembro, acha que uma das qualidades do Ielusc é a formação com foco na sociedade, e não apenas no mercado. Para ele, os alunos que entraram no curso de Jornalismo em 2006 e 2007 constituem uma boa “safra”, pois em sua opinião, há muitos talentos entre eles. A infra-estrutura, desde que Leonel entrou no curso, melhorou: a turma do recém-formado foi a primeira a usar câmeras de mão nas aulas de TV e a aprender princípios básicos de edição.

Maurício Furmam está quase se formando: cursa o oitavo semestre de Educação Física. O Ielusc contribuiu muito para que ele se sentisse preparado para o mercado de trabalho, mas, na opinião do estudante, faltam algumas coisas em relação à infra-estrutura para a faculdade. Em algumas aulas, os alunos de Educação Física têm que dividir quadra com o ensino médio, e há dificuldade em reservar quadras para atividades referentes ao curso.

Débora Kellner, do quarto semestre de Jornalismo, já estudou na Univali e a compara com o Ielusc: em relação ao ensino, a instituição luterana é melhor porque os alunos são mais cobrados e os professores, mais qualificados. A grade com muita teoria também é vantagem. Entretanto, na opinião da aluna, no quesito infra-estrutura, o Ielusc deixa a desejar.

Talita Fontany, que cursa o quarto período de Nutrição, acha que o curso é muito bom. A aluna não tem do que reclamar: para ela, que, “particularmente”, tem boas relações com os professores, a educação ielusquiana é abrangente e abre novos horizontes. Quanto aos estudantes, pelo menos os do quarto semestre de Nutrição, são aplicados. Muitos deles e inclusive Talita já trabalham na área e têm que se esforçar para conciliar estudos e trabalho.

Da mesma opinião de Talita é Fernando Harger, da quarta fase de Turismo. O estudante se diz satisfeito com o curso e com a instituição, apesar dos “defeitos que toda faculdade tem”.

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