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Matéria 6992, publicada em 10/09/2008.


:Carolinne Sagaz

Enfermeira Maires ensaia aplicação de vacina na colega Elidiane

Ielusquianos são vacinados contra a rubéola

Tuane Roldão


Quem ainda não se vacinou contra a rubéola tem a oportunidade de fazê-lo hoje (10 de setembro). Por iniciativa da diretora do curso de enfermagem do Ielusc, Beatriz Schumacher, alunos e funcionários da instituição poderão ser vacinados na sala dos professores, até às 21h. Ela contou que a idéia surgiu em uma reunião que participou na Secretaria da Saúde. Cento e cinquënta doses da vacina foram disponibilizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mas até o momento, apenas sete foram aplicadas. “A expectativa maior é para o período da noite”, diz Maires Betina Jung, uma das professoras e enfermeiras responsáveis por vacinar os ielusquianos.

Homens e mulheres entre 20 e 39 anos devem ser imunizados, independentemente de já terem tomado a vacina ou adquirido a doença. A transmissão do vírus é realizada por contato direto com indivíduos infectados, por meio de gotículas nasofaringe (tosse, espirro e saliva). Maires explica que cada estado tem autorização para fazer o seu próprio regulamento de vacinação, por isso, em alguns locais, a faixa etária é outra. Segundo ela, antes das campanhas é feito um levantamento para identificar as idades menos imunes no estado. “A meta é vacinar 95% da população joinvilense”, conta. Ela acredita que o baixo índice de vacinação no Ielusc ocorre porque a maioria das pessoas já se vacinou. E para quem inventa desculpas, a enfermeira dá um recado: “Entregamos um comprovante que deve ser grampeado na carteira de vacinação, então não adianta dizer que a perdeu”.

A enfermeira e professora Elidiane de Souza Ribeiro brinca: “Os homens têm medo de agulha, por isso são minoria”. Segundo ela, a vacinação masculina é importante, pois eles são transmissores da doença, tanto quanto as mulheres. Elidiane fala que o problema ocorre quando as pessoas adquirem rubéola e “diagnosticam por conta própria”, acreditando se tratar de uma alergia, em grande parte dos casos. Ela explica que a vacina deve ser aplicada na região subcutânea do braço (onde tem gordura). “Uma curiosidade”, conta Maires, “é o fato da vacina ser indiana e a Índia ser um dos países com maior número de doenças congênitas derivadas da rubéola”.

A doença é conhecida principalmente pelo vermelhidão que surge no rosto da pessoa infectada, mas outros sintomas como febre, dor nas articulações e de cabeça podem ser observados. O principal objetivo da campanha, que teve início dia 9 de agosto e vai até 12 de setembro, é reduzir o número de crianças que podem nascer com a SRC (Síndrome de Rubéola Congênita). A infecção durante a gravidez pode provocar aborto ou trazer danos ao feto, como cegueira, surdez, anomalias cardíacas e retardamento mental. Gestantes não podem ser vacinadas devido à possibilidade de virem a desenvolver a doença, já que o medicamento contém vírus atenuado.

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