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Matéria 6447, publicada em 18/06/2008.


:Djulia Justen

A obra é uma coletânea de textos do jornalista

O Lado B de Sérgio Augusto

Carolina Wanzuita


O nome do livro, Lado B, é uma alusão às duas revistas para onde o autor Sérgio Augusto escreveu: a séria Bravo! e a escrachada Bundas. Baseado nos artigos do jornalista para os periódicos surge a obra, que trata “da idiotice televisiva à vigarice dos economistas, da gnomonia de Jaime Ovalle à semiótica do cocô”. Segundo Luis Fernando Veríssimo, não seria certo chamar os textos de ensaios, uma vez que “o próprio Sérgio Augusto reagiria e diria que ensaísta é a mãe”. A coletânea de textos, se é que se pode chamar assim, encontra-se disponível na biblioteca central do Bom Jesus/Ielusc.

O jornalista, que atualmente escreve no Caderno 2 do Estadão e na revista Bravo!, faz de seus artigos um contraponto às revistas tradicionais de uma forma bem-humorada. Os temas abordados no livro descrevem atitudes cotidianas sob olhar irônico do autor.

Num dos artigos, chamado “A miséria da economia”, escrito para a Bravo!, em 1999, Sérgio diz que os lixeiros entendem muito mais dos fenômenos relativos à produção, distribuição, acumulação e consumo de bens materiais que os próprios economistas. Para ele, “é possível que os lixeiros tenham uma visão mais clara de como a economia funciona pelo simples fato de trabalharem em contato permanente e direto com o que a sociedade consome, joga fora e desperdiça”.

Além de economia, assuntos como cinema, no ensaio “Ode ao trem”, mulheres, em “O clitóris que ousa dizer seu nome”, e mídia, em “A mídia do medo”, são discutidos pelo ponto de vista de Sérgio, ou seja, pelo “lado B”.

Para a revista Bundas, um dos ensaios, escrito em 4 de julho de 2000, chama-se “Por falar em maluco, com vocês, Nietzsche!”. Nele, o jornalista conta a história do filósofo que “partiu dessa para a melhor em 25 de agosto de 1900”. Sérgio, chamando Nietzsche de “doidão beleza”, remete-se ao fato de o filósofo não acreditar em Deus para fazer o gancho indagando quem disse que Deus é brasileiro e critica a situação do país. “Só os muitos otimistas acreditam na balela de país do futuro, eu cansei de esperar”, são as palavras do autor.

Ao todo, são 38 artigos-ensaios-crônicas presentes nas 396 páginas de Lado B, da editora Record.

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