Revi Bom Jesus/Ielusc

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Matéria 5945, publicada em 16/04/2008.


Minuto de silêncio foi interrompido por furadeira

Luiza Martin

Detalhe do cartaz da campanha contra o ruído

O silêncio marcado para ocorrer das 14h25 às 14h26, em 16 de abril, não aconteceu no Ielusc. Os 60 segundos sem barulho comemorariam o Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído. Enquanto isso, na sala C-27, ouvia-se a furadeira usada ao instalar o suporte do novo datashow. O som emitido pelo aparelho em contato com o concreto se espalhou para o andar de baixo e para o bloco D, atingindo, principalmente, a biblioteca, a reprografia e, com menos intensidade, as dependências do Necom (Núcleo de Estudos em Comunicação).

Em todos os departamentos e cantos do Ielusc, nada se sabia de um grupo organizado para silenciar por 60 segundos. De acordo com a professora Márcia Amaral, coordenadora do projeto (junto com o engenheiro Márcio Henrique Avelar, especialista em acústica), não havia grupo nenhum. O silêncio seria feito pelos que quisessem, conforme o panfleto assinalava – das 14h25 às 14h26 no dia 16. Seria, então, um silêncio individual.

A única organização estabelecida e efetivada se restringiu ao ensino médio. Desde ontem, após as badaladas das 10h30 do sino da Igreja da Paz, todas as turmas contemplaram o silêncio. Essa iniciativa segue durante a semana. Márcia e Sônia Sant'Ana, diretora do ensino médio, ressaltaram que parar por 60 segundos ajudou alunos a perceber o canto do sabiá. Eles até pensaram que os pássaros estariam brigando, devido às proporções que o gorjeio das aves tomou quando não competia com outros sons.


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