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Matéria 5290, publicada em 07/11/2007.


:Felipe Silveira

Pouca gente compareceu ao auditório Ana Maria Harger

Público não compareceu em palestra sobre internet

Felipe Silveira


"Internetês: internet e suas aplicações" era o título da palestra, destinada aos pais de alunos do Bom Jesus/ Ielusc, que o professor Juciano Lacerda apresentou na terça-feira, 6 de novembro, em duas edições - às 16 e 19 horas. Era, pois Juciano não gosta do termo internetês e mudou o título para: "A internet: contextos e explicações na vida cotidiana". O objetivo era falar aos pais sobre como usar a internet a favor da educação dos filhos, com controle e acompanhamento.

Devido a um problema na divulgação do evento, às 16 horas nenhum pai (nem mãe ou responsável) apareceu. Segundo a coordenadora do Programa de Capacitação Continuada de Pais, Sirlene de Lima, "as famílias deveriam receber em casa um convite para o evento uma semana antes. Mas não foi enviado e os pais não ficaram sabendo". E, em seguida, sugere outra explicação: "Pode ser também que o tema não tenha interessado aos pais".

Depois de 20 minutos de espera, para ver se aparecia mais público e para decidir se a palestra ocorreria, Juciano decidiu falar para os seis presentes. O professor e pesquisador de meios de internet explicou a diferença de transmissão de dados no mundo auxiliado por um mapa. Mostrou que a velocidade é muito maior na Europa e nos Estados Unidos e que a maioria da informação de todo o mundo passa por centrais norte-americanas. Em seguida Juciano mostrou como a internet cresceu no Brasil e no mundo desde 1995, ano que surgiu a internet comercial. Como o foco era falar da relação das crianças com a rede, ele mostrou que há mais de 1 bilhão de internautas no mundo, 33 milhões estão no Brasil, e destes, um milhão são crianças entre 6 e 11 anos.

Juciano direcionou a palestra para a questão da internet como meio de democratização e cidadania. Citou exemplos de cidades que dispuseram a conexão gratuita a todos e de como operadoras não permitiram que isso fosse feito em grandes cidades. Ele argumentou que a grande quantidade de uso da rede mundial de computadores não significa que toda a população tenha acesso. O professor se embasou na pesquisa dos telecentros que faz para sua tese de doutorado.

Como o tema eram as crianças e a relação com o computador, Juciano abordou o fato de que "pais são coniventes com o primeiro crime do filho, que é falsidade ideológica". Ou seja, o palestrante notou, na sua pesquisa, que quase todos os jovens tem orkut, que é um site proibido para menores de 18 anos, e que os pais sabem disso e acham engraçado.

O professor de meios de internet não sugeriu a proibição da internet por parte das crianças, mas aconselhou que o uso, o contato, com a rede deve ser controlado e acompanhado. Disse que os pais devem conversar e navegar junto com os filhos para saber o que eles gostam de ver. Outros conselhos do professor diziam para os pais comprarem filtros, para impedir o acesso a sites com conteúdo pornográfico e violento, e para situar o computador em local vísivel da casa - e não no quarto das crianças. Juciano ainda salientou que a crítica de que as crianças escrevem errado por causa do computador é defasada, "pois para escrever qualquer coisa ela vai ter que pensar, vai ter arrumar as idéias, e isso é muito bom". Quando uma senhora perguntou qual é a idade apropriada para deixar a criança ter contato com a internet, ele respondeu que não há uma idade certa, mas que o acesso deve ser assistido pelos pais.


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