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Matéria 4630, publicada em 13/08/2007.


:Jouber Castro

Camila Broering abriu a semana de monografias às 17 horas

Monografias: a qual "sessão" assistir?

Clayton Felipe


O gerente enlouqueceu. As exibições variam de sala, horário, tema, autor, roteirista, diretor e crítica. Como escolher qual trabalho assistir? Só nesta segunda-feira, 13 de agosto, são oito apresentações abrindo a semana de monografias. O orientador dirige a obra, a banca pode destruir os planos do mocinho, ou consagrá-lo, o acadêmico é o autor, e é dele a responsabilidade de uma boa atuação. Qual dessas variáveis te faz escolher a monografia para assistir? Para quem você vai torcer?

Quem é viciado mesmo vai chegar para a pré-estréia: “Etnografia e planejamento de comunicação: em busca da compreensão do consumidor”, às 17 horas, que é estrelada por Camila Mariana Broering (PP) e direção de Pedro Ramirez.

Assim como cinéfilo joinvilense que vai para São Paulo e não sabe qual sala de cinema entrar, a indecisão para o “monófilo” começa às 19 horas, horário de quatro monografias. O arrasa-quarteirão é “O ethos da política e o ethos do jornalismo”, no qual Ana Paula Fanton (Jornal) faz uma análise comparativa dos textos de A Notícia e da Câmara de Vereadores de Joinville. É claro que o elenco de peso, Samuel Lima e Sérgio Murillo, e a direção de Jacques Mick atraem o público.

Logo após essa sessão, tem o horário das 21 horas. Três são as opções, duas de PP e uma de Jornal. Diretores se repetem, salas também, mas o tema nunca é igual. Se bem que como na sétima arte, algumas histórias se repetem. Já viu filme do Van Damme? - só muda o local do torneio internacional de lutas. A torcida por uma monografia surpreendente sempre existe.

A comparação da semana de monografias com o cinema não é uma tentativa de espetacularização. Ora, há quem defenda que o cinema também não é espetáculo, apesar de sê-lo às vezes – na maioria das vezes. A monografia é um trabalho sério, no qual o acadêmico encerra seu ciclo no curso superior e objetiva contribuir intelectualmente com a sociedade, com a humanidade. O bom cinema, por sua vez, objetiva, quando assim o faz, elevar o espírito e o intelecto.

Embora se busque fugir do rótulo de espetáculo, alguns elementos podem torná-lo. Há quem defenda que o uso do datashow é uma ótima ferramenta na apresentação, mas há quem diga que em certos trabalhos a ferramenta é apenas um vício. Na maioria das monografias, o datashow será utilizado.

Para escolher qual mono assistir há variantes de “direção”, “roteiro”, “elenco” da banca e “atuação”. Mas, geralmente, o aluno vai naquela que o professor manda. Colabore, escreva para revi@ielusc.br e conte como você fez a sua programação.

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