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Matéria 2922, publicada em 09/10/2006.


OpenOffice causa confusões na hora do uso

Jouber Castro


Quem faz seus trabalhos ou tem disciplinas de produção de texto em algum dos laboratórios de informática do Ielusc, com certeza, já notou que os computadores da instituição têm algo de diferente do tradicionalmente conhecido. No lugar do consagrado Microsoft Office, com Word, Excel, Power Point, entre outros, a maioria das máquinas é dotada de programas da família OpenOffice (e BrOffice, que tem a mesma plataforma): Writer, Calc, Impress, etc. Apesar de terem basicamente os mesmos comandos, localizados nos mesmos lugares, algumas diferenças tornam, muitas vezes, o trabalho com os computadores uma tarefa árdua.

O motivo principal para que não fossem adotados os programas tradicionais, encontrados na maioria dos computadores, foi que as licenças de funcionamento da Microsoft são muito caras. Nesse ponto, o OpenOffice tem a vantagem de ser um software livre, ou seja, um conjunto de programas que pode ser usado, copiado, estudado e redistribuído sem custos. Além de ter o código aberto (o que possibilita modificações de acordo com as necessidades do usuário), os programas são mantidos por grupos e não por uma empresa com fins comerciais.

Os problemas com o uso, segundo Eliel Márcio Costa, um dos responsáveis pelos computadores da instituição, são decorrentes do costume dos usuários com o Office, em especial com o Word, que é o mais utilizado: “Os programas são muito parecidos, só que algumas ferramentas mudam de lugar. Mesmo assim, o OpenOffice tem mais opções de uso, é mais prático para o trabalho com imagens e tabelas, e possibilita salvar arquivos em PDF (formato próprio para indexação)”. Eliel disse também que nunca foi procurado com reclamações em relação ao programa e classificou as dificuldades com os programas como um “fenômeno de início de semestre”. “O pessoal pergunta para quem tem mais experiência e vai aprendendo com o uso”.

Karla da Silva Juppa, 20 anos, estudante do 4º semestre de Enfermagem, afirmou não ter problemas com o editor de texto OpenOffice Writer. “Mas na minha casa eu não trocaria”, diz a acadêmica que não gosta do programa de edição de apresentações em slides, o OpenOffice Impress (correspondente ao Microsoft Power Point). Ela argumenta que a relação custo-benefício de uma empresa que adota o OpenOffice é boa: “Para quem tem vários computadores, vale a pena abrir mão de uma parcela da qualidade em favor da diminuição dos custos. Mas em computadores pessoais não vale a pena".

Dois sítios de perguntas e respostas podem auxiliar a resolver alguns problemas ou dúvidas no uso dos dispositivos OpenOffice e BrOffice:

Software Livre Celepar

Rau-tu OpenOffice – Sistema Colaborativo de Perguntas e Respostas

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