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Matéria 2447, publicada em 16/08/2006.


Marília Maciel ainda aguarda a publicação de seu livro

Cláudia Morriesen


Quando apresentou sua monografia sobre a imprensa no interior de Santa Catarina, em 2003, Marília Maciel não só recebeu nota dez pelo trabalho, como a sugestão de transformar sua tese em livro. Três anos se passaram, Marília concluiu o mestrado na última quinta-feira, dia 18 de agosto e o projeto ainda se encontra incompleto, aguardando uma editora.

Graduada anteriormente em Letras pela Faculdade de Palmas, a jornalista ingressou no mestrado em Ciências da Linguagem assim que se formou em jornalismo, na faculdade joinvilense Ielusc, em agosto de 2003 e, desse modo não encontrou tempo para dedicar-se à procura de uma editora. Segundo o coordenador do curso de comunicação do Ielusc e orientador da monografia de Marília, Samuel Pantoja Lima, a publicação seria feita em parceria com a editora da Univille, porém a cota anual da instituição para aquele ano já estava fechada. Desde então, duas editoras, uma no Rio Grande do Sul e uma em Blumenau se interessaram pelo projeto, sem assumi-lo.

No trabalho de graduação, a são-bentense estudou as conseqüências da não-obrigatoriedade de profissionalização nos jornais das cidades interioranas, onde a imprensa local é considerada mais importante dos que as grandes mídias, mas a maioria dos repórteres não apresenta diploma de ensino superior, acarretando na deficiência dos jornais. Já em seu mestrado, “Maníaco da Bicicleta: da construção de um mito ao discurso sensacionalista”, Marília abordou a construção e reprodução de mitos pela imprensa, usando como exemplo o caso do maníaco da bicicleta, quando a imprensa noticiou de forma sensacionalista os estupros ocorridos em Joinville, divulgando um falso retrato falado do criminoso, quando na verdade tratava-se da fotografia de um inocente. Em sua banca, estavam Fernando Vugmann, professor da Unisul, e Francisco Karam, professor da UFSC que também foi examinador do trabalho de Marília na conclusão do curso de jornalismo.Atualmente trabalhando como diretora de Patrimônio Histórico, na Fundação Cultural de São Bento do Sul, ela afirma que não pretende partir para um doutorado tão cedo, preferindo usar o próximo ano para trabalhar em pesquisas e se envolver com o projeto de seu livro.


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