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Matéria 2259, publicada em 07/06/2006.


Mesas-redondas substituíram grupos de trabalho

Leonel Camasão

O 3º Encontro de Jornais-laboratório de Santa Catarina, realizado na última terça-feira (6 de junho) no Ielusc, foi composto, principalmente, por três mesas redondas. As edições anteriores do evento contavam com debates restritos a grupos. Este ano, entretanto, os temas foram expostos a todo o público.

Na primeira mesa redonda, intitulada “Proposta para o funcionamento de um jornal-laboratório”, a professora Raquel Wandelli expôs o projeto do jornal-laboratório “Fato & Versão”, o qual coordena. Segundo a professora, este tipo de veículo deve ter uma postura diferente dos jornais comerciais. "Em recusa à falsa neutralidade e imparcialidade, o projeto fortalece o exercício da análise, da interpretação e do posicionamento político sobre a realidade, obtido da soma e confronto de vozes plurais”. Durante sua fala, Wandelli destacou o aproveitamento e o crescimento do aluno ao produzir um jornal liberto do setor comercial. Para ela, o JL deve ser fruto de um programa de pesquisa, valorizando o processo. Além disso, tomar postura crítica é fator importantíssimo do aprendizado. “Vamos preparar o aluno para o mercado de trabalho, mas não condicioná-lo a ele”.

Em contrapartida, na mesa chamada “Dilemas e lições sobre o jornal-laboratório idealizado e o que acaba sendo produzido”, o coordenador do curso de jornalismo da Estácio de Sá, Paulo Scarduelli, acredita que a postura do JL é a de “sair do campo das idéias para realizar os seus sonhos”. Segundo ele, deve-se motivar o “emprendedorismo” e “formar jornalistas para o mercado”, prezando sempre pela qualidade do “produto”.

Darlete Cardoso fechou a última mesa (“Além de uma exigência do MEC, o JL é de fato espaço de experimentação e de formação dos futuros jornalistas?”) apresentando o projeto do “Único”. A proposta é levar o JL para as escolas de ensino básico e médio, trabalhando o material produzido pelos acadêmicos na sala de aula. “É um processo que visa criar leitores críticos, e tem funcionado bastante”, revela Darlete.

Os professores Ricardo Barreto (do “Zero”), Fábio Almeida (“Contato”), Billy Culleton (“Extra”), as acadêmicas Schirlei Alves e Mariana Pereira (representando o “Cobaia”), os acadêmicos Robson Silva (“Primeira Pauta”) e Ricardo Petry (“Contato”) foram os debatedores das propostas das três mesas-redondas.

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