Revi Bom Jesus/Ielusc

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Matéria 2251, publicada em 07/06/2006.


Debate sobre jornal-laboratório cria divergências

Lucas Balduino


O falta de consenso no III Encontro de Jornais-Laboratórios, realizado no anfiteatro do Bom Jesus/Ielusc (Joinville), foi o que o destacou das edições anteriores. O enfoque da reunião era a revisão dos conceitos que regem a prática dos jornais-laboratórios das instituições credenciadas para o debate. Participaram do evento representantes de seis faculdades de Santa Catarina. Após a abertura do evento, pela manhã, três mesas redondas foram constituídas.

A professora de redação jornalística 3 da Unisul (Pedra Branca), Raquel Wandelli, salienta que se deve aproveitar o conflito de idéias e criar, ao invés da carta do encontro, uma “colcha de retalhos”, relatando o ponto de vista de cada mesa debatedora. Darlete Cardoso, docente da Unisul (Tubarão), participou das duas reuniões anteriores a esta e afirma que cada uma permite refletir sobre o material que está sendo produzido na faculdade onde ministra. Ela concordou com Raquel, apontando a discrepância como o grande diferencial do debate.

A discussão teve como balizadores as propostas para o funcionamento de um jornal-laboratório, os dilemas sobre sua idealização e produção e a sua função como espaço de experimentação para futuros jornalistas. Para os alunos da Unisul Cristiano Medeiros (2ª fase), Davi Goulart (6ª fase) e Mahira Jorge da Silva (8ª fase) as divergências também foram o ponto forte da reunião. Elas surgiram em torno da “construção” de um público-leitor, da utilização da internet na elaboração das matérias, da proibição de publicidade no periódico, da vinculação com os institutos de educação e da periodicidade dos jornais-laboratórios e se isso compromete o processo de produção. Para Mahira, que participou do evento no ano passado, em Rio do Sul, a edição de Joinville foi mais proveitosa, devido às discordâncias.

Até as 18h30, 65 pessoas assinaram a lista de presença. A faculdade que mais trouxe representantes foi a Unisul – unidades de Tubarão e de Pedra Branca –, com 37 alunos, da instituição joinvilense havia 17 nomes, Estácio de Sá, Univali e Unidavi somavam 10 e da UFSC, apenas o professor Ricardo Barreto (coordenador do Zero – jornal-laboratório da universidade federal) assinou.

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