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Matéria 2009, publicada em 11/04/2006.


: Divulgação

Cony é escritor e jornalista

Autor de "Quase memória" é a estrela da noite no Circuito

Lucas Balduino


Prestigiando o Circuito Catarinense de Literatura, nesta terça-feira (11/04) estará o escritor, cronista e jornalista Carlos Heitor Cony. Dono de uma biografia singular, ele se encontrará no auditório da Ipreville a partir das 19 horas para realizar palestra seguida de debate com os convidados. O evento faz parte do “Encontro com Grandes Nomes da Literatura”, que semana passada trouxe Ignácio de Loyola Brandão.

Cony já teve mais de uma dúzia de romances publicados, escreveu várias crônicas, contos, ensaios bibliográficos, reportagens e atualmente é colunista da Folha de S. Paulo. Membro da ABL (Academia Brasileira de Lertas) desde 2000, ele já foi preso seis vezes por motivos políticos — mesma quantidade de uniões conjugais que teve ao longo de 80 anos.

Escreveu, em 1956, o romance “O Ventre”, livro com o qual concorreu ao Prêmio Manuel Antonio de Almeida, promovido pela prefeitura do Rio de Janeiro. Apesar de ter sua obra considerada muito boa pela banca — composta inclusive por Manuel Bandeira — não foi premiado devido ao caráter muito forte de seu conteúdo. Irritado, concorreu nos dois anos seguintes e venceu em ambos: “A verdade de cada dia” (1957) e “Tijolo de segurança” (1958).

A carreira no jornal, contudo, iniciou antes disso. Em 1947, surgiu a oportunidade de substituir seu pai, que saíra de férias, no Jornal do Brasil. Passou a trabalhar no Correio da Manhã, em 1960. Em 1963, começou a escrever uma coluna para a Folha de S. Paulo, revezando-se com Cecília Meireles.

Após retornar de Cuba, em 1968, foi contratado pelo Grupo Manchete. A partir da década de 70 escreveu três livros-reportagem: “O caso Lou – Assim é se lhe parece”, “Nos passos de João de Deus” e “Lagoa”. Para completar sua extensa bibliografia, pode-se citar a literatura infanto-juvenil de “Quinze Anos”, “O irmão que tu me deste”, “O laço cor-de-rosa”, entre outros. Cony também foi autor de crônicas, das quais se destacam “Da arte de falar mal”, feita em parceria com Octávio de Faria (dos tempos do Jornal da Manhã), “O ato e o fato”, lançado quando eclodiu a revolução de 64 e “Posto seis”. Entre os livros recentes, o romance "Quase memória" figura como um dos principais. Ele já foi traduzido para o francês e adaptado para o cinema em "O homem e sua jaula", de Fernando Coni Campos.

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