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Matéria 1800, publicada em 16/03/2006.


Manutenção da Rede Bonja garantirá acesso à internet mais rápido

Letícia Caroline

A lentidão da Rede Bonja, que tem afetado toda a comunidade acadêmica neste início de semestre, está com os dias contados — pelos menos é o que promete o Secord (Setor de Comunicação e Recursos Digitais). Isso porque algumas mudanças foram projetadas pelo Secord.

O primeiro passo foi a criação de um projeto-piloto, por parte do administrador de redes Jean Rafael Schulz. A intenção era unir as redes das unidades Centro e Saguaçu, fazendo com que elas se comunicassem via rádio. O projeto de integração está pronto e custou R$ 27 mil. Em relação à internet, foi adquirido um link dedicado, no qual a Rede Bonja terá um cabo ligado diretamente com a central da GVT, o que fornece banda garantida melhorando o serviço oferecido.

O contrato foi fechado há duas semanas, mas a instalação deve ficar pronta no final de março. De acordo com Jean, a aprovação demorou devido a escolha da operadora e as negociações realizadas nesse período. Ele recomenda muita calma até a implantação total do sistema, pois o Secord conta com uma equipe pequena para administrar toda a infra-estrutura da rede.

Enquanto isso, os acadêmicos sofrem e se indignam. Dariane Marla Klegien, 19 anos, entrou na instituição em 2004 e, de lá para cá, as coisas só pioraram. “Como passo a maior parte do tempo na faculdade, preciso das máquinas para fazer minhas coisas, mas têm dias que é impossível fazer algum trabalho”, relata a acadêmica do 5° período de enfermagem.

A unidade Centro possui cinco laboratórios que contam com uma média de 230 máquinas. Juntando com os computadores do setor administrativo, o número aumenta para 330. Todos os alunos e funcionários têm acesso à rede. É no período noturno que os laboratórios são mais utilizados pela maioria das turmas de comunicação social. Além disso, os estudantes procuram o local para conectar-se à internet, fazer pesquisas e finalizar trabalhos. “Esses laboratórios são uma piada. Você quer pesquisar alguma coisa, não consegue se conectar, quer fazer um trabalho e não consegue abrir os programas”, reclama Paulo Horn, 20 anos, acadêmico do 5° período de jornalismo.

O que muita gente não sabe é que o Secord dispõe de um serviço de registros, o SAM (Sistema de Apoio à Microinformática). Por meio dele, o acadêmico pode enviar um e-mail relatando problemas ocorridos com a máquina e solicitar solução. “Recebemos mais reclamações dos professores. Os alunos não têm conhecimento da ferramenta porque desconhecem o serviço”, relata Tiago Vedana, analista de suporte.

Apesar da renovação na rede, não há nenhuma previsão de investimentos em novos computadores, só manutenção. “Essa história de mudança eu escuto desde que entrei aqui. No fim fica tudo como está”, critica Paulo.

800x600. ©2005 Agência Experimental de Jornalismo/Revi & Secord/Rede Bonja.