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Matéria 1733, publicada em 07/03/2006.


Apenas um trabalho obteve a nota máxima

Pollyanna Niehues

O primeiro semestre de 2006 foi inusitado em se tratando de monografias. Uma defesa foi cancelada, outra reprovada, e registrou-se um caso de plágio. Além disso, quatro alunos foram aprovados com a nota-limite (7,0). Já a nota máxima, que chegou a ser abundante em semestres anteriores, apareceu uma única vez nas atas.

No cômputo geral, o resultado foi bom. A média dos 17 trabalhos defendidos ficou em 8,3. Mas separando por cursos, nota-se uma diferença. A média de jornalismo foi 7,7, enquanto a da publicidade alcançou 9,1.

Segundo o publicitário e professor Antônio Pinto, tudo isso está ligado ao fator humano. As turmas não são iguais, sendo que há alunos mais técnicos e outros mais pesquisadores, e isso acaba se refletindo na monografia.

De acordo com Samuel Lima, coordenador do curso de Comunicação Social, está se criando um padrão, à medida que vai se acumulando o conhecimento. Além de que, no Ielusc, a maioria dos professores já tem mestrado ou doutorado. “E isso implica um nível maior de profundidade no processo de avaliação”, conclui Pedro Ramirez, coordenador do curso de Publicidade e Propaganda.

Dezenove dos 20 trabalhos entregues já foram apresentados. A última banca está marcada para 17 de março. A aluna Bruna Mello Donadel, orientada pelo professor Pedro Russi, apresentará o trabalho intitulado “Do que as paredes falam: processos de interação pelas marcas nas paredes do presídio de Joinville”.

Os alunos que tiveram suas apresentações canceladas e não chegaram à banca terão uma chance de melhorar os trabalhos. O caso de plágio está sendo averiguado pela direção do curso.

Papel do orientador

Alguns detalhes sobre o processo da monografia são explicados por Samuel Lima: “O papel do orientador é, logicamente, orientar o aluno. Ele será um parceiro, que trará interação entre a monografia e o aluno. O orientador revisa o texto, opina, discute, mas não escreve nada. Ele sabe das normas técnicas, dá um suporte para o autor. Mas, tem um limite muito claro.”

Segundo Samuel, todo trabalho pode ir para a banca. A decisão cabe ao orientador. “Ele tem o poder de vetar o trabalho se achar que não será aprovado. Nesse momento, acontece uma parceria entre orientador e orientado, para que o aluno não sofra constrangimento.”

800x600. ©2005 Agência Experimental de Jornalismo/Revi & Secord/Rede Bonja.