Revi Bom Jesus/Ielusc

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Matéria 1651, publicada em 22/11/2005.


Templo da cultura e educação será instalado no Bom Jesus

Bruna Nicolao

A história do Bom Jesus/Ielusc e a memória de Joinville serão abrigadas na Deutsche Schule, bloco A da instituição. Quem trouxe à tona a idéia foi Udo Döhler, o cônsul honorário da Alemanha, na sexta-feira passada, dia 11. “Templo da cultura e educação de Joinville” será chamada a primeira propriedade privada no município transformada em espaço cultural aberto à comunidade joinvilense.

O primeiro passo é restaurar o bloco A. No térreo será instalada a parte administrativa, a tesouraria, a secretaria e a administração dos cursos superiores. No segundo andar serão implantadas salas especiais para exposição de artes plásticas, miniconcertos e biblioteca cultural voltada para a história de Joinville. O anexo, entre a quadra esportiva e a Deutsche Shule, dará lugar a uma praça arborizada. As turmas de Turismo, que têm aula no segundo andar do prédio, irão para o bloco 3, no Campus Saguaçu, juntamente com o curso de Nutrição.

O diretor da instituição, pastor Tito Lermen, disse que, em 1984, quando assumiu a direção do Bom Jesus, não deixou serem queimados os objetos antigos, quadros de formatura e livros, entregando o material para o Arquivo Histórico da cidade. Então, quando a Deutsche Shule estiver pronta, ele pretende recuperar tudo para equipar a sala especial juntamente com utensílios e móveis que fizeram parte da instituição.

O encontro com o Udo Döhler foi realizado com o pastor Tito e os ex-alunos de 45 anos de formatura de técnico em contabilidade. No ano passado, durante a visita do cônsul geral da República da Alemanha, foi feita a promessa de buscar recursos junto aos órgãos alemães para a restauração do bloco A e a instalação do centro cultural. O projeto está sendo analisado pelo Ministério da Cultura e, segundo o pastor Tito, deve ser aprovado também pelas secretarias da Cultura do estado e do município. “Nós pedimos ao nosso cônsul honorário, o intermediário, e assim ficou mais fácil buscar um apoio com um ex-aluno da casa que abraçou a causa”, relata o pastor.

Tito explica: “Construiremos um projeto diferente voltado para a comunidade. Deixamos muito a perder aqui em Joinville. O pessoal é muito imediatista, utilitarista, tudo tem que ter retorno financeiro. Não é bem assim: o povo tem memória, tem história e tem cultura, vamos preservar isso. E a minha guerra é que a gente consiga despertar nos ex-alunos da casa, para se preocuparem com a instituição, não apenas a usarem como um serviço.”

O diferencial deste projeto é que será coordenado por uma equipe de alunos. Os monitores do templo serão os estudantes que freqüentam hoje os bancos escolares, até os que fizeram parte dos 80 anos da instituição. Se tudo ocorrer conforme o planejado, o “Templo da cultura e educação de Joinville” estará pronto em março do ano que vem.

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