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Matéria 0943, publicada em 02/03/2005.


:Jessé Giotti

Marlon fala à Revi

Texto de Marlon de Souza selecionado entre 27 de todo país

Amcle Lima

           

            O estudante Marlon de Souza recebeu o XXI Prêmio de Direitos Humanos de Jornalismo pela matéria “Joinville resiste à ditadura”. A reportagem foi publicada no jornal laboratório Primeira Pauta, edição número 40, referente aos meses de junho e julho de 2004. A premiação é concedida desde 1984 pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), que tem sede em Porto Alegre/RS. O aluno conquistou o terceiro lugar na categoria Acadêmico e concorreu com outros 27 trabalhos de universidades públicas e privadas do país inteiro.

            Marlon ressalta a importância do prêmio, que não é proporcionado por grupos privados e sim por um movimento da sociedade e referendado por jornalistas. Ele não esperava ser um dos selecionados, apesar de confiar na qualidade da matéria. Souza afirma ter uma carreira de oito anos na imprensa joinvilense sempre se pautando pela “fiscalização da garantia dos direitos humanos”. Em sua opinião, os meios impressos permitem uma abordagem jornalística mais elaborada nas reportagens. Entretanto, salienta, temas como os bastidores da ditadura não têm recebido a devida importância dos meios de comunicação.

            O diretor do MJDH, Jair Krischke, destaca a “altíssima qualidade” da reportagem do Primeira Pauta. “Resgata uma história de Joinville com grande profundidade”, frisa o diretor. De acordo com Krischke, a matéria concorreu com outros trabalhos muito qualificados de instituições como as universidades federais do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso do Sul. “Vocês estão de parabéns”, elogiou, referindo-se ao Ielusc. Neste ano o concurso recebeu ao todo mais de 300 inscrições.

            O Movimento de Justiça e Direitos Humanos foi fundado em 1979 com o intuito de combater a tortura e a prisão de líderes de oposição às ditaduras na América Latina. Nas últimas duas décadas tem se dedicado à defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos. A distinção oferecida pelo Movimento conta com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio Grande do Sul e da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (confira as fotografias premiadas neste ano). Nesta edição também recebeu o apoio da Secretaria Regional Latino-Americana da UITA – União Internacional dos Trabalhadores na Alimentação, Agricultura e Afins – na categoria Meio Ambiente. O prêmio comporta 11 categorias, se estende ao jornalismo profissional e prestigia matérias relevantes em torno da defesa da dignidade humana. O MJDH não oferece dinheiro aos selecionados, mas sim uma homenagem em forma de diploma.

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