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Matéria 0602, publicada em 07/04/2004.


Pesquisa avalia qualidade de vida após transplante de medula

Fabrício Porto

Conhecer as conseqüências de um transplante de medula óssea e a interferência dessa modalidade terapêutica na qualidade de vida das crianças e adolescentes são os pontos de partida da pesquisa da Jane Cristina Anders, mestre em enfermagem e professora do Ielusc. A professora, graduada e mestre pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (USP), defenderá sua tese dia 26 de abril, na mesma instituição. O projeto é focado na qualidade de vida desses jovens após o tratamento extremamente agressivo que a quimioterapia oferece.

Crianças e adolescentes dos sete aos 18 anos são os alvos da pesquisa da professora, que abordou o mesmo tema em seu mestrado, porém com ênfase na reeducação familiar após o transplante. No doutorado, Jane pesquisou as dificuldades das crianças em conviverem com a doença e com os preconceitos após o tratamento. “Como muitas crianças estão sobrevivendo a esses transplantes, devemos ter a preocupação em readaptá-las ao convívio social” ressalta professora, destacando a responsabilidade dos profissionais da saúde, pais e professores.

Os tratamentos, sejam por quimioterapia, radioterapia ou por transplante de medula, estão tendo bons resultados tanto para o paciente adulto quanto para o infantil, conforme a doutoranda. Hoje, segundo ela, 70% das crianças e adolescentes são curados de câncer de medula óssea através destes tratamentos. Jane destaca que de cinco anos para cá novos medicamentos estão facilitando o transplante de medula óssea no Brasil.


 

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